
O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma crise institucional após o vazamento de trechos de uma reunião reservada em que os ministros discutiram a suspeição de Dias Toffoli no caso Banco Master. A divulgação de falas literais e detalhadas gerou perplexidade entre os magistrados, que agora suspeitam que o encontro tenha sido gravado sem autorização.

O caso envolve o Banco Master e supostas fraudes investigadas pela Polícia Federal. Toffoli foi citado em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Apesar de oito ministros defenderem sua permanência na relatoria, Toffoli acabou se afastando “a pedido”, e o processo passou para André Mendonça.
Reportagens revelaram diálogos atribuídos aos ministros, com detalhes de interrupções e reações. A precisão dos trechos levou integrantes da Corte a suspeitar de gravação clandestina. Alguns ministros chegaram a desconfiar que o próprio Toffoli pudesse ter registrado a reunião, hipótese que ele negou categoricamente.
Conversas Vazadas (reconstrução jornalística)
Com base nos trechos divulgados, o tom da reunião pode ser sintetizado da seguinte forma:
Alexandre de Moraes: “Não há fundamento jurídico para a suspeição. Precisamos preservar a instituição.”
Cármen Lúcia: “A saída voluntária pode evitar desgaste maior para o Supremo.”
Edson Fachin: “A institucionalidade exige cautela. Talvez o afastamento seja o caminho.”
Dias Toffoli: “Aceito me afastar da relatoria, mas reitero que não há motivo para me considerar suspeito.”
Gilmar Mendes: “O importante é blindar o STF contra ataques externos e manter a credibilidade.”
O episódio intensificou o clima de tensão no STF e levantou questionamentos sobre a segurança das reuniões internas. Parlamentares da oposição já falam em CPI para investigar o caso, ampliando a pressão política sobre o Judiciário. Internamente, ministros avaliam medidas para reforçar a confidencialidade das deliberações.