
Um relatório divulgado por organizações de direitos humanos e repercutido pela imprensa internacional aponta que o governo do Irã pode ter assassinado cerca de 2 mil manifestantes durante protestos ocorridos nos últimos anos. As manifestações, motivadas por questões políticas, sociais e econômicas, foram duramente reprimidas pelas forças de segurança iranianas, segundo os documentos analisados.

Contexto dos protestos
- Os atos tiveram início após a morte de Mahsa Amini, jovem de 22 anos, em setembro de 2022, sob custódia da polícia da moralidade, acusada de não usar corretamente o véu islâmico.
- O episódio desencadeou uma onda de protestos em diversas cidades iranianas, com milhares de pessoas exigindo direitos civis, liberdade de expressão e igualdade de gênero.
- Desde então, o regime intensificou a repressão, com relatos de prisões arbitrárias, torturas e execuções sumárias.
Números alarmantes
- Estimativas apontam que até 2 mil pessoas foram mortas em confrontos com as forças de segurança.
- Além disso, milhares de manifestantes permanecem detidos em condições precárias, sem acesso a julgamento justo.
- Organizações internacionais denunciam que o governo iraniano tenta ocultar os números reais, restringindo a circulação de informações e intimidando familiares das vítimas.