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O Banco Central colocou em prática neste domingo (23) uma atualização importante no sistema de pagamentos instantâneos Pix: a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A ferramenta foi criada para aumentar a segurança dos usuários e facilitar a recuperação de valores em situações de fraude, golpe ou transações realizadas sob pressão.

Até então, a devolução só era possível se o dinheiro permanecesse na conta usada pelo golpista. No entanto, criminosos costumam transferir ou sacar rapidamente os valores, dificultando o rastreamento. Com a atualização, o MED passa a rastrear o caminho do dinheiro, permitindo que os recursos sejam recuperados mesmo após terem sido movimentados para outras contas.
Como funciona a nova versão
- O sistema identifica e compartilha informações entre as instituições financeiras envolvidas na transação.
- O rastreamento acompanha o percurso do dinheiro, mesmo quando ele passa por várias contas.
- O prazo para devolução pode chegar a 11 dias, dependendo da complexidade do caso.
- Inicialmente, o uso da ferramenta é opcional para os bancos, mas se tornará obrigatório em fevereiro de 2026.
Impacto para os usuários
- Maior proteção contra golpes comuns, como transferências feitas sob coerção.
- Mais chances de recuperar valores desviados, mesmo após movimentações rápidas.
- Reforço na confiança do sistema Pix, que já é utilizado por milhões de brasileiros diariamente.
Desde sua criação em 2020, o Pix revolucionou os pagamentos no Brasil, mas também se tornou alvo de criminosos. O lançamento do MED 2.0 representa um avanço significativo na segurança digital e na defesa dos direitos dos usuários.