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A Câmara dos Deputados decidiu incluir na pauta desta semana o Projeto de Lei Antifacção, que visa fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. A proposta, de autoria do deputado federal Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), busca equiparar facções criminosas a organizações terroristas, permitindo penas mais duras e maior agilidade nas ações de segurança pública.
O projeto ganhou tração após os recentes episódios de violência em estados como Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas, onde facções como o Comando Vermelho e o PCC têm ampliado sua atuação, desafiando o poder público e aterrorizando comunidades.

Principais pontos do PL Antifacção
- Equiparação legal entre facções e grupos terroristas, permitindo uso da Lei Antiterrorismo.
- Aumento de penas para líderes e integrantes de organizações criminosas.
- Facilitação de bloqueio de bens, interceptações e ações coordenadas entre forças federais e estaduais.
- Reconhecimento de facções como ameaça à segurança nacional, com possibilidade de atuação das Forças Armadas em casos extremos.
Repercussão política
O projeto tem apoio de parlamentares da oposição e de setores da segurança pública, que veem na proposta uma resposta necessária à escalada da violência. Por outro lado, o governo federal, por meio da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já se manifestou contra a equiparação de facções ao terrorismo, alegando riscos de abuso e criminalização política.
A divergência entre Executivo e Legislativo promete acirrar os debates nos próximos dias, com expectativa de votação ainda nesta semana.