
Os juros do rotativo do cartão de crédito chegaram a 450,3% ao ano em agosto de 2025, o maior patamar desde 2016, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O número alarmante reacende críticas à condução da política econômica do governo Lula, que tem sido marcada por aumento de gastos públicos, falta de reformas estruturais e pouca ação para conter o endividamento das famílias brasileiras.

Endividamento recorde e falta de alívio para o consumidor Com mais de 70 milhões de brasileiros negativados, o crédito rotativo — usado quando o consumidor não paga o valor total da fatura — se tornou uma armadilha financeira. A promessa de regulação do setor e redução dos juros, feita pelo governo, segue sem resultados concretos. Especialistas apontam que a falta de medidas efetivas contribui para o agravamento da situação.
Judiciário e insegurança institucional Críticos também destacam o papel do ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE e figura central no STF, como símbolo de um Judiciário que tem ampliado sua influência sobre decisões políticas e econômicas. A insegurança jurídica gerada por decisões monocráticas e intervenções em temas sensíveis afasta investidores e compromete a estabilidade do país.
Economistas alertam para riscos de estagflação A combinação de juros altos, inflação persistente e crescimento econômico fraco levanta o risco de estagflação — um cenário em que a economia não cresce, mas os preços continuam subindo. Sem reformas fiscais e com um Judiciário cada vez mais intervencionista, o Brasil pode enfrentar um ciclo prolongado de instabilidade.
A escalada dos juros do cartão é mais um sintoma de um modelo que prioriza o controle político em detrimento da eficiência econômica. Para muitos brasileiros, o custo dessa escolha já chegou à fatura — e com juros impagáveis.