
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) aprovou um edital polêmico que reserva vagas no programa de pós-graduação em música para candidatos oriundos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A justificativa oficial é promover diversidade regional, mas a decisão gerou forte reação da sociedade catarinense — e encontrou no governador Jorginho Mello um defensor firme dos interesses locais.

Dinheiro do Catarinense, Prioridade Catarinense
A crítica do governador é clara e contundente: “Já não basta a gente mandar o nosso dinheiro para Brasília e voltar uma migalha? Nós não vamos aceitar esse absurdo com dinheiro do catarinense.” A fala ecoa o sentimento de muitos contribuintes que veem na Udesc uma instituição mantida com recursos estaduais e, portanto, voltada prioritariamente para atender à população de Santa Catarina.
Edital Aprovado Sem Consulta Popular
O edital foi aprovado pelo Conselho de Administração da Udesc (CART) e já está em vigor, sem que houvesse amplo debate público. A falta de transparência e de escuta à comunidade acadêmica e à sociedade catarinense levanta sérias dúvidas sobre a legitimidade da medida. Afinal, quem deve ser beneficiado por uma universidade estadual senão os próprios cidadãos do estado?
Diversidade ou Desvio de Propósito?
Embora a proposta alegue promover inclusão regional, muitos questionam se isso não representa um desvio do propósito original da Udesc. A universidade foi criada para fortalecer o ensino superior em Santa Catarina, e abrir vagas para estudantes de outras regiões — sem reciprocidade ou critérios claros — pode comprometer esse objetivo.
Jorginho Mello: Voz do Catarinense
A postura do governador Jorginho Mello merece destaque. Ao enviar um ofício ao reitor José Fernando Fragalli pedindo esclarecimentos e se posicionar publicamente contra o edital, Mello demonstra compromisso com a população que sustenta a universidade. “A UDESC é uma universidade de excelência, e a gente tem que manter esse nome. Não vai ser por meio de cota regional que vamos fazer isso”, afirmou.
Hora de Ouvir Quem Paga a Conta
A polêmica escancarou um problema maior: decisões acadêmicas que ignoram o contribuinte e o estudante local. É preciso repensar políticas que, sob o pretexto de inclusão, acabam excluindo quem deveria ser prioridade. A defesa de Jorginho Mello é um lembrete de que governar é, acima de tudo, representar — e ele está fazendo isso com coragem e coerência.