Ex-assessor de Moraes relata pressão sobre big techs no Brasil

Quem é Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes que se  alinhou ao bolsonarismo - Estadão

A recente denúncia feita por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), lança luz sobre uma preocupante prática que ameaça os pilares da democracia brasileira: a censura direcionada e a perseguição ideológica. Segundo Tagliaferro, Moraes teria pressionado representantes de big techs como Meta e Telegram para remover conteúdos críticos à esquerda e ao presidente Lula, sob pena de multas altíssimas que chegavam a R$ 150 mil por hora.

Um “Mutirão de Perseguição à Direita”

Tagliaferro revelou que havia uma equipe dedicada no Supremo Tribunal Federal monitorando redes sociais e agindo para censurar postagens de viés conservador. O objetivo? Silenciar vozes que denunciassem abusos da esquerda ou criticassem o governo Lula. A exigência de que algoritmos atuassem automaticamente para apagar conteúdos considerados “inconvenientes” escancara uma tentativa de controle narrativo incompatível com os princípios democráticos.

Liberdade de Expressão em Xeque

A atuação de Moraes, conforme relatado, ultrapassa os limites da legalidade e da razoabilidade. A imposição de censura prévia, sem o devido processo legal, fere diretamente o artigo 5º da Constituição Federal, que garante a livre manifestação do pensamento. A conivência do governo Lula com tais práticas levanta sérias dúvidas sobre seu compromisso com a pluralidade de ideias e o respeito às instituições.

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