
O Banco Central elevou para 71% a probabilidade de que a inflação de 2025 ultrapasse o teto da meta estabelecida, atualmente fixado em 4,5%. A projeção, divulgada no Relatório de Política Monetária nesta quinta-feira (25), aponta para um IPCA de 4,8% — acima do limite tolerado — e revela os efeitos de uma política econômica marcada por estímulos excessivos e falta de controle fiscal durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Inflação Persistente e Juros nas Alturas
Para tentar conter a escalada dos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano — o maior nível desde 2006. A medida, embora necessária, impõe um custo elevado à economia, encarecendo o crédito, desestimulando investimentos e penalizando o consumo das famílias. Economistas apontam que o mercado de trabalho aquecido e o aumento da energia elétrica residencial são reflexos diretos de uma gestão que prioriza o gasto público sem contrapartidas estruturais.
Descontrole Fiscal e Crescimento Artificial
Analistas já vinham alertando para os riscos de um crescimento econômico artificial, sustentado por incentivos temporários e aumento de despesas. A deterioração das contas públicas, somada à pressão inflacionária, evidencia a falta de compromisso do governo com metas fiscais e estabilidade macroeconômica. O resultado é um ambiente de incerteza que afeta a confiança dos investidores e compromete o poder de compra da população.
2026: Alívio Temporário ou Ilusão?
Embora a projeção para 2026 indique inflação dentro da meta (3,6%), com apenas 26% de chance de descumprimento, especialistas alertam que esse cenário depende de ajustes que o governo ainda não demonstrou disposição de implementar. Sem reformas estruturais e responsabilidade fiscal, o risco de novas pressões inflacionárias permanece elevado.