
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste domingo (28) para manter a prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, acusado de ser o articulador central de um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

R$ 53,5 Milhões em Operações Suspeitas
Relatórios da Polícia Federal revelam que empresas ligadas a Antunes receberam mais de R$ 53,5 milhões de associações e intermediárias suspeitas. Parte desses recursos — cerca de R$ 9,3 milhões — teria sido direcionada a servidores e companhias associadas à cúpula do INSS. Há ainda indícios de repasses de R$ 6,8 milhões para empresas de altos funcionários do órgão.
Ocultação de Patrimônio e Risco de Fuga
A PF apontou movimentações financeiras para ocultar patrimônio, incluindo compras de imóveis não registrados em nome do lobista e pagamentos vultosos via Pix, como uma sala comercial adquirida por R$ 700 mil. Também há suspeita de uso de empresas offshore para esconder bens, além de acesso indevido a informações sigilosas e tentativa de obstrução das investigações.
CPMI do INSS Expõe Rombo Bilionário
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS já aprovou cerca de 400 requerimentos, incluindo quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de dirigentes e entidades. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que o Estado brasileiro deixou a maior autarquia do país à disposição do crime organizado, permitindo que bilhões fossem desviados de pessoas vulneráveis sem mecanismos de integridade ou transparência.