
O lançamento do iPhone 17 no Brasil trouxe um dado alarmante: com preço previsto de R$ 7.999, o país ocupa o segundo lugar no ranking mundial de preços mais altos, atrás apenas da Turquia. Convertido para dólares, o valor chega a US$ 1.494, quase o dobro do que se paga em países como os Estados Unidos. Mas o problema vai além do preço — ele escancara a distorção tributária e a falta de ação do governo federal para corrigir um sistema que penaliza o consumidor brasileiro.

77 dias de trabalho para um celular
Segundo levantamento, o brasileiro precisa trabalhar 77 dias para comprar um iPhone, enquanto na Suíça bastam 3 dias e na Índia 160 dias. Essa disparidade revela não apenas desigualdade econômica, mas também ineficiência fiscal e ausência de políticas que tornem o consumo mais acessível.
Impostos sufocam o consumidor
O Brasil é um dos países com maior carga tributária sobre eletrônicos, com impostos que podem representar até 70% do valor final de produtos como smartphones. Em vez de estimular o acesso à tecnologia, o sistema tributário encarece, exclui e perpetua desigualdades.
A falta de reformas estruturais, a manutenção de tributos cumulativos e a ausência de incentivos à produção nacional agravam o problema e mostram a inércia do governo federal diante de um quadro que se repete ano após ano.
Governo ignora o impacto no cotidiano
Enquanto países desenvolvidos discutem acesso à tecnologia como direito básico, o Brasil continua tratando produtos essenciais como artigos de luxo, resultado de gestões que priorizam arrecadação sobre inclusão digital. A ausência de medidas concretas para reduzir impostos, estimular a concorrência e facilitar o consumo consciente revela um descompasso entre o discurso oficial e a realidade do cidadão.
O brasileiro não quer privilégios — quer justiça tributária, acesso à tecnologia e respeito ao seu esforço diário. O preço do iPhone 17 é apenas um símbolo de um problema muito maior: um sistema que cobra demais e entrega de menos.